Regras e Orientações

As regras para a participação na Wiki Constituição 2.0 e no blogue Constituição 2.0 limitam-se ao apelo ao “civismo, maturidade e responsabilidade” com que devem estar familiarizados todos os utilizadores da Web colaborativa.

Todas as participações no blogue e na wiki serão moderadas pela organização do evento. Os moderadores seguem uma política minimal de intervenção sobre os conteúdos propostos pelos participantes. A organização e os moderadores detêm, no entanto, o direito de eliminar ou alterar comentários e contributos que não estejam de acordo com as seguintes linhas orientadoras, inspiradas nas regras de colaboração e etiqueta da Wikipedia.

Regras gerais

* A interacção entre os participantes deverá ser cordial. Seja educado para com os outros participantes e para com a organização. Evite insultos ou comentários dúbios que possam gerar animosidade.

* Procuram-se ideias bem fundamentadas e contributos valiosos para manter a discussão num elevado nível argumentativo. Quando contribuir, faça-o com qualidade e responsabilidade.

* O blogue e a wiki destinam-se à discussão do tema subjacente, e não a debates pessoais. Não serão aceites críticas pessoais entre os participantes.

* Todos os comentários ofensivos ou que façam apelo à violência e/ou violação de direitos humanos serão eliminados.

* Procura-se manter um nível elevado de correcção linguística. Use correctores ortográficos e pontuação clara antes de submeter os contributos.

Orientações práticas

* A participação no blogue deve tomar a forma de comentários e votações nos campos dedicados.

* A participação na Wiki deve consistir em comentários, novas contribuições ou edições ao conteúdo existente.

* Clarifique o tema e âmbito da sua participação antes de expor a sua argumentação.

* Assine, se possível com o seu primeiro e último nome. Coloque a data de edição nas suas mensagens.

* Tente chegar a acordos. Sempre que possível, ajude a resolver conflitos.

* Justifique e fundamente os seus próprios contributos e os contributos com os quais concorda. Caso discorde de algo, explique as suas razões.

* Pense bem antes de alterar uma página.

4 responses

3 07 2009
José Cruz

Openminded e brainstorming INDIVIDUAL ……
Penso livre, por mim face à realidade.

7 07 2009
Rui Loureiro

A iniciativa é excelente!
A escolha das ferramentas não podia ser melhor: os blogues são adequados para a fase divergente da discussão (geração de ideias) e os wikis para a fase convergente (produção do documento de síntese). Há só uma questão que não sei se acautelaram. O sucesso dos wikis deve-se essencialmente à política de NPOV (Neutral Point of View). Ora num assunto como a Constituição não existe NPOV. Assim, o wiki deveria permitir a construção não de uma mas de várias constituições (“liberal”, “socialista”, “conservadora” …) porque senão o que vai acontecer é uma “guerra editorial” entre “liberais”, “socialistas”, … que vence quem for mais persistente (o último a apagar/substituir o conteúdo). A outra solução é haver alguém responsável pela versão final mas que inevitavelmente favorecerá o seu ponto de vista (“liberal”, “socialista”, “conservador” …).
Assim, cada “contribuidor” deverá à partida limitar-se a editar a constituição que melhor espelha as suas convicções.

7 07 2009
Rui Loureiro

Só mais uma sugestão.
Para orientar a construção da(s) nova(s) constituições (ver o meu comentário anterior) sugiro que quando o wiki for aberto esteja já pré-preenchido com a actual Constituição. Os estudos nesta área indicam que perante um documento inicial totalmente em branco existe uma certa inibição e dificuldade em participar e o resultado é muito caótico. Assim, perante uma Constituição já “pré-prenchida” é mais fácil fazer emendas (apagar artigos, acrescentar outros, …).
Para lidar com o problema mencionado no comentário anterior sugiro que possibilitem a criação de diferentes Constituições (de acordo com diferentes orientações políticas) sempre que um número (a definir) de participantes assim o desejar. Esses participantes ficariam depois associados a essa versão da Constituição que ajudaram a criar e abstinham-se de alterar outras Constituições.
É só uma sugestão. Porque senão como é que um “neo-liberal” e um “comunista” se entendem para fazer uma Constituição comum? É necessário procurar consensos mas a política é feita de opções e pontos de vista diferentes e estas não se devem ignorar.
O facto de passarem a existir diferentes Constituições em construção faz com que cada um tente que a “sua preferida” seja a “melhor” o que pode incentivar ainda mais a participação e evita (ou tenta evitar) que um “liberal” vá “estragar” a constituição de um “comunista” e vice-versa.

7 07 2009
Raul Alves

35 anos depois de 74, já deu tempo para refelectir. Tomo a liberdade de deixar aqui alguns considerandos:
Ponto 1 – Uma democracia plena terá necessàriamente de começar com um contrasenso – voto obrigatório. Ninguém poderá dizer ser exactamente a mesma coisa; a expressão da maioria de todos ser igual à expressão da maioria de alguns.
Ponto 2 – Organização do país: a divisão mais pequena são lugares e/ou bairros; um conjunto de lugares e/ou bairros dá origem a uma freguesia; um conjunto de freguesias dá origem a um município; um conjunto de municípios dá origem a uma cidade; um conjunto de cidades dá origem a um distrito.
Ponto 3 – Sistema eleitoral. A sociedade civil está organizada em partidos. Ok! Nada a opôr. Mas as funções de representação são de pessoas. O único representante verdadeiramente democráticamente eleito continua a ser o Chefe de Estado. O boletim de voto tem a fotografia dele e é lá que se põe a cruzinha. Assim, as eleições dos presidentes das juntas de freguesias, dos presidentes dos municípios e dos presidentes das cidades, têm de ser em pessoas. Depois temos os orgãos fiscalizadores das respectivas acções – assembleias de freguesia, municipais e das cidades que serão escolhidas como até aqui, com votos nas listas partidárias. Mas cada cidadão eleito para os lugares de presidente têm autonomia para criar a sua equipa de trabalho. O mesmo se passará para as eleições legislativas. Eleições para primeiro-ministro – pessoas e em partidos para o parlamento.

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